Thursday, July 19, 2007

waiting for something else

arrombar as gavetas do passado é, sem dúvida, das piores ideias. responde a demasiadas perguntas. enche o peito. e traz sorrisos. daqueles. mas permanecem ali no passado. as tralhas remexidas mil e uma vezes. as tralhas de sabor doce. tão doce. que faz acentuar os pequenos amargos da boca. gostava eu das surpresas a meio da noite que entravam em mim por palavras que nunca pensei vir a ouvir ou ler. gostava eu de sentimentos explorados, explicados. ideias desafiadas. um falar emotivo. pleno de. havia chão firme para pisar de olhos fechados. havia razões. motivações. interesses. interesses demonstrados. pedidos de explicação. havia. magias. magia. no final da noite guarda-se tudo numa gaveta. não pertencem a este mundo. não hoje. talvez nunca mais. talvez. a minha present tense tornou-se uma mistura tão confusa de pretéritos. que hoje abro a gaveta para desejar por minutos o meu peito novamente tão cheio.


bitter. remy zero

2 comments:

anokas said...

i'm surprised no-one commented this. its brilliant! do write. and do write more.

xary said...

a gaveta nunca se tranca. mesmo que se convença de que o presente-passado ficou lá atrás e agora é uma nova história. deixa-se a gaveta mal fechada just in case a magia queira saltar cá para fora novamente. just in case o passado se queira renovar.

and the waiting never stops, it seems.

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