Saturday, September 02, 2006

magic works

és como pó de magia.
ainda me fazes flutuar.
adormeço com o teu sorriso amarrado nos meus lábios.
com o teu toque na minha pele.
trago-te em mim.
és como pó de magia.
entranhas-te em mim e não te deixo sair.


nós.

há coisas que nunca deviam mudar. nós somos uma delas. relembrando o passado. saboreando o presente. tentando o futuro. nós. fantasias. sonhos. medos. segredos. nós. par de pegadas jogado na areia. caminhando lado a lado. na mesma direcção. nós.

sabe bem demais contigo. sabes-me bem demais.

e às vezes quando te abraço. quando dou por mim a ver os números aumentarem. 1. 2. 3. 4. 5. 6. penso que é possível. penso que sim. e porque não?

era capaz de passar horas e horas nos teus braços. sabes? e mesmo assim, saberia sempre a pouco. quero-te sempre mais. tanto.

nós. quem diria?

há coisas que nunca deviam mudar. mas não é assim. há coisas que não quero que mudem. nós somos uma delas. nós juntos. felizes. ridículos na nossa felicidade. felizes. felizes.

há noites que não deviam acabar. há noites que só deviam acabar do teu lado.

porque contigo sabe melhor.



és dos sorrisos mais felizes que trago na boca.



Friday, September 01, 2006

três pontinhos brancos em fundo escuro.

tons de azul escuro. prateado no cimo. a metade do início. como nos sonhos cor-de-rosa. par de pegadas e pontos de interrogação. releio nos outros as nossas palavras. será que também eles sabem o nosso segredo? será que também eles susurram ao ouvido os nossos gestos? espero pelos tons de azul escuro. nas metades do nosso tudo.


Thursday, August 31, 2006

: )



quando as mãos se separam abraça-se a memória



the last time

ridícula. ridícula. que falsa. os olhos pararam no último sítio. por onde passo quando vou ter contigo. para onde olho todos os dias. mas só hoje lá pararam. falsa. lembro-me de tudo, tantas vezes contado como sendo a última vez. lembro-me da prenda. prenda que não gostei. vou procurá-la. falsa. procuro por uma prenda que não gostei na altura e nem gosto agora só porque foi a última coisa que me deste na última vez que te vi. no dia dos meus anos.

quantas mais prendas tuas não estarão perdidas nesta casa?

o preto mantém-se. aqui e ali. mas vai-se disfarçando.

estou cansada do assunto que não morre. ironia. este não morre.

ironia.


e que necessidade tens tu de puxar um assunto que não te pertence? para encheres a boca a dizeres que gostavas dele? porque não é tua a dor. falas e falas. e não percebes os olhos que fazes baixar. às vezes metes-me nojo.


a prenda (um cachecol vermelho) descansa no meu colo. falsa.





Wednesday, August 30, 2006

everyday, everyday, everyday...

starting today i'm not gonna waste another moment. even if i had the chance before i would have blown it. but you took me by surprise and you caught me just in time. everyday you give me reason not to walk away. i stop believing that the world's gone crazy and if it is you'll save me. starting today i'm not gonna worry about tomorrow. i'll wash away all this fear that's left me feeling hollow. cause you make me wanna try and you caught me just in time. everyday you give me reason not to walk away. i'll stop believing i should burn like crazy cause if i did you chase me. anyway, i should have told you so many times that i shyed away. somehow you always seem to be there, making it easy and you give me reason to stay everyday, everyday, everyday, oh everyday, i'll stop believing that i should burn like crazy cause if i did you chase me. anyway you give me reason not to walk away. i stop believing that the world's gone crazy and if it is you'll save me. starting today i'm not gonna waste another moment.



starting today. natalie imbruglia



welcome home, bee

chegada a casa. corrida pelos corredores. as minhas coisas.
enrolada nos teus braços. aniquilando as saudades de tudo.
enrolada na minha cama. o descanso perfeito.


enfim em casa. com palavras mortas pelo caminho. com pensamentos perdidos nas encostas e nas águas do mar. sorrisos escondidos em pores-do-sol.


we. we together. one being. flow together like water. till i can't tell you from me. i drink you. now. (*)


(*) the red thin line


Sunday, August 13, 2006

Going south

mais uma despedida.

levo o teu olhar preso na lembrança dos meus olhos.
sinto o teu beijo na minha boca.
aquece-me a sensação do teu abraço na minha cintura.
duas semanas.
até lá.


fiquem bem :)

Saturday, August 12, 2006

wishing...



just know that these things will never change for us at all (*)



(*) snow patrol. chasing cars



Thursday, August 10, 2006

that city was exhausted (*)

a ouvir tegan and sara. lembrei-me que foste para longe. lembrei-me que me vais fazer falta. para cantar. para falar. para perceberes o meu humor pela minha cara. pelas minhas (meias) palavras. saudades de me levantar por ter combinado contigo. saudades de me sentir mal por me ter deixado dormir. perder o autocarro e a primeira preocupação ser avisar-te. saudades de combinarmos o que fazer no barco. ler ou dormir? ou apenas estar ali, a ouvir o que dá na rádio. cantar better man e fazer figuras tristes. rir. brincar. dar-te beijinhos mimosos. abraços apertados e ser tua mãe mesmo que a brincar.







o laranja é em homenagem ao teu quarto novo. não sabes como fico feliz por te ver feliz. com o teu espaço. vinte anos depois, finalmente o teu refúgio. love you love you love you. :)


(*) wake up exhausted. tegan and sara


Ctu

viagens e anjos não condizem. a menos que seja uma
viagem angelical na qual eu participe indirectamente.
imaginem só, os anjos e eu. que mistura diabólica. diria
mais, doentia. as asas brancas reluzentes, amistosas em
contraste com meia asa negra desnudada e incompleta. a
ponte entre a luz e a escuridão. entre o morcego e a
pomba. morcego sangrento que se cola à pomba em
êxtase digno de uma cavalgada infernal. entre mãos
lavadas e sujas consideraria aniquilar os dois.

decidi que um dia domaria a lua e o seu brilho
que me destrói a íris sem quebrar. sugeri que a lua
era o meu território. tolerava a presença dos ritos,
das fadas e dos dagões. mas nunca ocupariam o
meu trono

creio que o meu lar é, no mínimo, saltitante. a lei da
gravidade é imperatriz. jurei que iria descobrir
a fonte daquela luz semi-esbranquiçada e apagá-la.
imaginem o mundo às escuras. não víamos sequer
os anjos a brilharem como pirilampos mágicos.

queria uma viragem, sim! desisti de considerar o
meu estado intermitente. desisti de pensar que podia
desligar a luz da corrente. desisti de procurar essa
soberania abismal que encadeia o espírito mais são.
mas não desisti de imaginar... tirem-me a imaginação
inimaginável e serei um ser comum. arranquem os
pedaços de abstracção de minha pele e reduziriam
a minha existência.

lancei-me então, de braços fechados, numa nova
embuscada. transformar a lua na minha nuvem
impessoal e intransmissível. tomarei as suas rédias
e indicar-lhe-ei o meu caminho. e depois de riscar
as teorias medíocres que me boicotaram lá estava eu
em pleno voo lunar. em plena loucura ou fetiche. uma
das duas, confundiam-se.

possuía a lua sem que os instrumentos de coação fossem
necessários. resisti ao seu efeito aterrador e tórrido e
sentei-me.

anjos e viagens não condizem. portanto, desta feita, esqueci
as viagens. com a lua pálida e os anjos transparentes o mundo
nem parece tão assombrado... os cânticos excruciantes que
gelam freneticamente a alma parecem menos intensos. e dói,
quebra-me tanto descer das asas mortas da lua. forma-se em
mim o vazio desesperante. e a vida de luzes apagadas...



Ana Filipa [Anokas]



és linda. me loves you very much.


And I'm back!!

E a semana passou-se. Passou-se bem. Passou-se menos bem. Mas passou-se. Gostei do que conheci. Vi muito. Serras, castelos, mosteiros, jardins, cidades. Adorei essa parte. As saudades apertavam. A minha casa, o meu quarto, todos, tu. E ficava ansiosa para voltar. Falar com as pessoas, percorrer o meu corredor, esticar-me na minha cama, aninhar-me nos teus braços. E penso que estou quase de partida outra vez. Desta vez por mais tempo. Mas até lá mato saudades. Criamos novas recordações para eu as levar. Desta vez para sul.



It's good to be back.



Wednesday, August 02, 2006

I'll be right back...

Vou até ali ao norte do país. Volto algures para a semana. Fiquem bem!!





levo-te guardado no pensamento :)


Xiiiiiii...... =)

Parabéns gaja!!!!




Beijos grandes, muitas felicidades...enfim essas baboseiras todas já tão batidas!! Espero que saibas o quão especial és (para mim :$...) hehe... bla, bla, bla...you know...


Love you
=) *********



Tuesday, August 01, 2006

without



my skin feels alone without you.


Untitled nº3

respiro. ajuda a passar o tempo. se não respirar ele passa na mesma. ainda bem, que os teus braços já me fazem falta. e vão-me fazer falta. irei. ai. futuro. risca. o tempo passa e fazes-me falta. aqui. ali. onde estou. onde não estás. onde te desejo. em toda a parte. no sorriso de bom dia. no beijo de boa noite. em mim. a dois é sempre melhor.

Monday, July 31, 2006

take me anywhere (with you).

para onde vais, vida?

para onde me levas?

.silêncio.

as palavras pairam no vazio.

no não-saber.

olho-me no espelho da alma. aquele reflecte o que fiz, disse, pensei, senti.

aquele que me reflecte.

vejo as nossas mãos. dedos entrelaçados. um nó apertado. forte.

em que pensas quando os meus pensamentos são sobre ti?

onde nos leva a vida?

leva-nos juntos?

separados?

felizes?

o (meu) espelho reflecte-nos. juntos. felizes.

os desejos...

os sonhos...

são aquelas nuvens que pairam no espelho. por cima de nós.

(ir)real?

.silêncio.

as nuvens, o vento sopra-as para longe.

o nó. permanece.

permanece.

Thursday, July 27, 2006

Did you ever taste clouds? (*)

O vento agitava as folhas das árvores. Há quanto tempo eu não ouvia esse som à noite. Estar no silêncio da noite a ouvir os seus barulhos. Os seus sússuros. Folhas. Galhos. Noite calma. Céu estrelado e nós debaixo dele.

Tenho-te contado as minhas histórias. Entre quintas, árvores, caminhos por descobrir. Era aí que encontrava a minha liberdade. Na Natureza. Hoje teres estado presente enquanto redescobria esses encantos soube bem. E penso que há tantos sítios onde te quero levar. Os caminhos que percorria, as coisas que conhecia, que via.

Partilhar céus estrelados contigo. Passear de mãos dadas ao sabor do vento. Levados pela corrente, sem nos importarmos como o destino. Ah, sonhos de menina...


(*) natalie imbruglia. sunlight


Wednesday, July 26, 2006

compreendes(-me)?

Smile (*)


you make me smile


Em conversas. Nossas. Em dúvidas e pensamentos recorrentes. Em reacções tuas que não esperava, mas que gosto. Muito. Aquecem-me. Asseguram-me. Que sim. Sim, sim, sim. Liberdade, intimidade e confiança. Colas-me um sorriso nos lábios que permanece. Intocável. Inabalável. Desejos. Certezas. Tu. Resume-se a ti e ao que és. Para mim. O tanto que és para mim. Este aqui e este agora. Rever os caminhos percorridos para aqui chegar. Para chegar a nós. Ao que somos.


Sorrisos.


Muitos.


(*) smile. pearl jam


Saturday, July 22, 2006

Pipoca.


És fofo. Reguila. Queres tudo à tua maneira. Mas não te resisto quando te aninhas no meu colo porque estás assustado. O teu primeiro dentinho de leite a abanar. Explico-te e pergunto-te se tens medo. Acenas com a cabeça e chegas-te a mim. Pedes para ir contar à tua mãe, coisa que já fiz. És um amor. E pergunto se queres colinho de tia. Acenas com a cabeça e chegas-te a mim.

A festa é tua. A alegria também. Estás mesmo contente, com o teu sorriso lindo e os teus olhos grandes. E fazes exigências para aqui e para ali. Hoje damos-te desconto. Gritas ao abrir as prendas, e ris muito alto, com as tuas gargalhadas e exibes as tuas prendas aos teus convidados, todo orgulhoso.

Brincas de um lado para o outro. Bolas. Jogos. Brincadeiras. Hoje ninguém te pára. Ou pelo menos assim devia ser, mas o teu dente acalmou-te. Mas mesmo esse medo reflectido nos teus olhos não esconde a tua ansiedade de tudo o que a festa tem para ti. És um amor. O amor mais importante de tia.

Parabéns, Pipoca. E não, a tia não se atrasou, apenas quis esperar pela tua festa para ver bem essa tua alegria, esse teu sorriso lindo que tantas vezes me anima e me dá a força que preciso. Os teus abraçinhos apertados. Mesmo quando és mau, sabes que às vezes só te quero pertinho de mim. Gosto quando te chegas de mansinho ao meu quarto e te enfias na cama comigo. Gosto quando me dás aqueles abraços apertados e beijos sonoros. Gosto quando me contas as tuas coisas e os teus segredos. O teu sorriso ilumina o sítio onde estás, Piolho e ilumina-me também onde quer que eu esteja.

Amo-te...

=)



Tuesday, July 18, 2006

pânico.

as tuas palavras. palavras. palavras.

palavras...

p
a
l
a
v
r
a
s
.
.
.

trazem-me lágrimas aos olhos. temo o dia em que. temo. temo.

medo.

m
e
d
o.

e se's?

se. se. se. se. se.

nunca mais encontrarei ninguém assim. como tu.

tu. tu. tu. tu.

t
u
.

não quero.

Thursday, July 13, 2006

Conto de fadas

Lê-se em livros. Vê-se na televisão. Ficção. E depois acontece. Deixa-nos acordados até tarde. Perdidos em recordações de tempos complicadamente simples. Onde pensamentos rodopiam e fazem piscar sentimentos que emergiam sabe-se lá de onde. Aquele lugar onde estão os sonhos guardados em sorrisos silenciosos. O sabe-se lá onde traz-nos sempre surpresas. Don't see it coming. Do sabe-se lá vêm espirais de pensamentos, de sentimentos. Traz perguntas, perguntas, dúvidas, dúvidas. Porque sim. Porque aparecem. Porque quando as horas passam e levam menos de sessenta minutos desconfia-se. Coloca-se a boca de lado, mantém-se o olhar fixo no nada. E desconfia-se. Naquela cadeia de "talvez". Onde as possibilidades, de início, infinitas, começam a diminuir naquela desconfiança. Espirais no centro do corpo alastradas por todo ele. Percorrendo milímetros de pele com pensamentos duvidosos. Poros respiram a dúvida sentida. Absorve a pele, circula no sangue. Bocadinhos de certeza nas horas fugitivas. Voltar atrás para continuar para a frente. Nadas de pensamentos em tudos de sentimentos. Cheio de vida este corpo. Vida cheia esta. Na estrada da linha não-recta. Nos caminhos não-fáceis. De olhos fechados e mãos dadas. Sorrisos silenciosos que seguem sombrancelhas franzidas. Imaginação voadora por uma janela à luz de uma Lua entendedora. Tudo sabe aquela Lua. Segredam-se desejos e medos aos seus ouvidos inexistentes. As horas escapam por entre os dedos qual areia de uma praia qualquer. Sempre uma praia, com uma Lua prateada. O sabe-se lá de onde traz horas ainda não existentes. Espera-se ansiosamente por elas que não existem. Não se sabe delas. Onde quer que estejam. Por aí andam elas. Sempre a escapar. Escapar. Escapar. Ocupadas com palavras soltas ao ar. Perdidas no momento. Desconfiava-se a certeza. Porque quando a certeza sabe a ficção teme-se. Cobardes. Todos. Palavras perdidas melhor usadas nos ouvidos de quem quer que seja. Palavras vindas sabe-se lá de onde. De algures. Vindas dos raios lunares que banham a janela da liberdade, do amor. Essa palavra injusta. Soa a pouco. Esse tanto. Tanto. Tanto. Rodopiam espirais num quadro azul pendurado numa parede de um quarto qualquer. Num sítio qualquer. De quem quer que seja. Verbos fracos. Palavras inúteis. Vazias, vazias. Faltam sorrisos silenciosos. Daqueles. Faltam olhares profundos. Jardim perdido algures à beira rio. Sítio qualquer. Certezas consomem. Momentos certos, diz-se. Espera-se. Impaciente. Rebentar por dentro. Ter tanto. Tanto. Tanto. Tanto. Porque é um dia ficção e um segundo, um minuto, uma hora... muda tudo. Tudo. Tudo. Tudo. Mantendo tudo igual, não mudando nada. Nada. Nada. Porque lê-se nos livros que falam de nós, roubando as nossas recordações e desafiando a nossa memória. E vê-se na televisão os sorrisos e olhares vistos, sentidos, reproduzidos nos ontem's. Porque um dia ficção e no outro acontece.


Monday, July 10, 2006

full moon.




a lua cheia lembra-me de ti.



Sunday, July 09, 2006

forget the world...

we'll do it all, everything, on our own. we don't need anything or anyone. if i lay here. if i just lay here. would you lie with me and just forget the world? i don't quite know how to say how i feel. those three words are said too much. they're not enough. if i lay here. if i just lay here. would you lie with me and just forget the world? forget what we're told. before we get too old. show me a garden that's bursting into life. let's waste time chasing cars around our heads. i need your grace to remind me to find my own. if i lay here. if i just lay here. would you lie with me and just forget the world? forget what we're told. before we get too old. show me a garden that's bursting into life. all that i am, all that i ever was is here in your perfect eyes. they're all i can see. i don't know where, confused about how as well. just know that these things will never change for us at all. if i lay here. if i just lay here. would you lie with me and just forget the world?


chasing cars. snow patrol



Thursday, July 06, 2006

(sem) festa

Aquela festa é tua. Nossa. Lembranças nossas. Horas e horas. Ano após ano. Nos choques. Manobras que conheço de cor. Jogadas que me ensinavas. E eu sempre contigo, do teu lado. Porque, para mim, és dos melhores. Confiava em ti quando dizias que não ia acontecer nada. E nada acontecia. Podia fechar os olhos. Mesmo quando só estávamos os dois e mais um. O gato e o rato. E tu ganhavas. E nós riamos. Gozavas de uma maneira que me fazia chorar de tanto rir. Nós os dois, sempre, e ele e ele. Lembrei-me depois da melhor equipa de matraquilhos. O meu pai e o dele.

Sempre juntos. Nós dois. Porque ia contigo quando daqui não ia. E tu vinhas comigo quando daí não ias. Porque o teu avô tinha os seus contactos. E porque todos os dias lá estavamos nós. Piadas entre ti e o meu pai. Sempre juntos. A ouvir as mesmas conversas, as mesmas histórias. Lembrar delas no dia seguinte.

Perdeu piada quando nos separámos. Porque foi que o trocaste por ele? Não podias ter mantido os dois? Quando foi que cortaste os laços que tinhas? E porquê?

Vou lá. Não é a mesma coisa. Mas vou lá. E lembro-me de ti. Das gargalhadas e das brincadeiras. Da amizade. Tão minha e tua. Invejada amizade. Ao almoço lembrei-me de ti. Puré de batata e sorri sozinha.

Até ti.

As manhãs frias vão sempre ficando para trás. Quando o vento corta a pele e o cabelo chicoteia a cara. O céu de tons cinzentos. No caminho perdem-se pensamentos. Desperdiçados. Jogados ao vento. Outros guardam-se. Jogam-se outros à chuva, quando a há, levados pela água para portos desconhecidos e não-seguros. Outros ficam guardados a sete ou oito chaves. Levam-nos a chuva que limpa a alma. Os dia frios ficam sempre para trás. As noites geladas acompanham com os uivos do vento os sentimentos. A chuva bate no chão como bate o coração. Sentimentos guardados a sete ou oito chaves. O céu negro que aterroriza, ameaça. Presságio. Mas os dias frios ficam sempre para trás. Diz-se que o Sol nasce todos os dias. E quando se ergue no horizonte, ainda fraco, faz brotar pensamentos alegres. Abrem-se janelas para deixar o Sol entrar. Entrar ar. Arejar casas e cabeças. Roupa leve acompanha passos, torna mais fáceis de carregar os pensamentos que se jogam pela janela. Pairam no ar. Quem os apanha? Ninguém os ouve. São meros múrmurios que ecoam no vazio. A brisa leva-os. Lenta. Ainda podem ser apanhados, se não escorregarem por entre os dedos trémulos. Medo de os apanhar. Bocadinhos de verdade, de possibilidade escondidos neles. Bem escondidos. Mal se vêm. Suspeita-se. Ficam presos nas folhas verdes brilhante que os libertam. Pesam demais esses pensamentos. Talvez se fossem levados pela chuva que já não vem... Mas mesmo na chuva, ficariam presos nos grãos de areia. E seriam arrastados pela brisa para a janela. As teias tecem-se. Fios finos, delicados, sensíveis. Tecem-se em várias direcções. Partidos, quebrados, despedaçados. Mas voltam sempre a ser unidos. Senão esses, outros iguais. Pensamentos que tentamos expulsar que voltam. Arrastados. Levados. Jogados. Desperdiçados. Guardados a sete ou oito chaves. No caminho que se vê à frente. Caminhos indefinidos, infinitos nas possibilidades assustadoras. Esperança na linha do horizonte. Sorri-se. Os raios do Sol tocam a cara ferida pelo vento. Aquecem o corpo, aconchegam a alma. Céu azul. Alaranjado no pôr da sua principal estrela. O brilho do mar, como estrelas. Como milhões de caminhos. Quais percorrer? O que escolher? Por onde ir? Deixa-se ser arrastado pelo vento, pela brisa. Cepticismo no destino, por alguns. Crença na Natureza que nos leva, transporta ao desconhecido. Aos pontos de interrogação da vida. Assombrados pela dúvida. Sombra quando o Sol brilha ao se pôr. Sombras grandes, largas, frescas. Pensamentos aí divagados. Perdição. Teias. Tudo se relaciona com tudo. É um nada quando se sai da sombra. Nada passageiro. A Lua lança habilidosamente a sua sombra. Matreira. Persegue amantes que procuram o conforto no amor um do outro. Em toques e beijos secretos que só ela testemunha. Lua invejosa. Amantes que escolhem caminhos ao Luar. E os percorrem pelo Sol. Para todos verem. Nada escondem. As folhas soltam-se dos ramos para serem arrastadas pelo vento para a porta de casa dos pensamentos. Todos voltam. Nenhum é esquecido. Segredos contados aos ouvidos dos amantes, quando a Lua brilha no alto. O luar guarda as palavras relembradas no Sol. Pensamentos desperdiçados jogados no papel como palavras sem sentido. Guardados a sete ou oito chaves. Absorve o papel que ganha ao tempo. Esse injusto, que passa por nós sem nos perguntar se queremos mudar alguma coisa. Sim, dira-lhe eu. Que o vento te traga para perto de mim. Com os nossos pensamentos e sonhos. Que as folhas fiquem presas na minha janela. Que a corrente da chuva me leve até ti. Que te tragam de volta quando fores.


Monday, July 03, 2006

move on.

A dor já cansa. Desgasta-me. Faz doer os olhos. Aperta-me a garganta. Palavras minhas, de quem quer que seja não fazem efeito. A razão não entra. Nem quando eu a imponho. Os porquês não pararam. A revolta não acalmou. O tempo passou e muito pouco mudou. A dor cansa-me os membros. Impede o normal de acontecer. Ages normalmente e fico magoada contigo e enfio-me na cama a chorar porque sei que estou errada e porque dói. Sobre tudo. Sobre ti, sobre ele. Sei que não fizeste nada. Mas queria ter estado contigo. Era mesmo importante ter estado contigo. Foi com esse pensamento que adormeci na noite anterior e foi esse o primeiro pensamento da manhã. Queria não dizer nada e apenas encostar-me a ti. Isso seria o suficiente. Ver esse conforto escapar-me irritou-me, entristeceu-me. O controlo foi fugindo e temi as minhas reacções, as minhas palavras. Controlei-me porque sabia-me errada. A dor sufoca-me e quase que dói quando respiro. Mas parece que há coisas que eu tenho que fazer sozinha. Parece que o conforto que curiosamente procurava em ti, deve ser meu, deve vir de mim. Porque seria esse o desejo dele. Porque para ele o mais importante era viver e sei que às vezes páro a minha vida. Fica parada enquanto espero uma acção. Minha? De outra pessoa? Não sei. Mas tem que acontecer algo para ela voltar. Mas agora, cansei-me. Doem-me os olhos, os membros. Dói-me. Estou cansada de dor, de sofrimento. Aquilo que tu um dia fizeste que me trouxe de volta, servirá para conseguir respirar sem doer. Agarro-me. À ideia de ti. Ao bem que me fazes. E ele ficará orgulhoso. Amo-vos aos dois.


Fofa, obrigada. Por teres ouvido na altura e agora. Desculpa ter-te assustado naquela noite. Mas mais uma vez, foste a que mais ouvi isso. Obrigada, linda.

back in time.

Porque de repente pareceu como nos velhos tempos...

No entendimento de sempre, nas bocas de outros dias.

Na grande tentativa de regressar, nem que seja só um bocadinho, ao passado. Porque no futuro espero encontrar bocadinhos familiares de passado. Um passado que me faz falta. Tentar as partilhas. As naturais partilhas. Recuperar aquela confiança. Tentar pôr para trás as mágoas. Deixá-las ficar lá. No passado.

O peso que aqui está é medo. Medo que nada disto resulte. Medo que não sejas capaz de deixar lá ficar o que lá deve ficar. Medo que mesmo este esforço não vá mudar nada.

Mas esperança. Confiança. Sei de mim. Confio em ti.


Sunday, July 02, 2006

Carla.

Ali na sala. Ela é parecida contigo. Muito mesmo. Seis anos. Tenho pena que não a vejas crescer. A ela e ao Ricardo. Os teus filhos. O Ricardo. Todo ele é pai. Mas a Verónica faz-nos lembrar de ti. Principalmente o olhar. Já não a via há muito tempo, mas quando a vi... Doeu-me. Vê-la parecida àquilo que um dia foste, que nada tem a ver com a última vez que te vi. Da última vez que te vi nem uma pessoa parecias. Não tinhas cor. Ou melhor, tinhas, mas não era cor de pessoas. A tua pele não parecia pela, mas sim cera seca e rugosa. Não estavas vivas, mas sei que se te tivesse visto no dia anterior sentiria a mesma coisa. A falta de vida no teu corpo não se manifestou apenas na tua morte. Os teus cabelos despareceram. Ela não tem os teus cabelos. Tenho pena disso. Tenho pena que não os vejas crescer.



Friday, June 30, 2006

say.

(...)

all your strength is about to be found
crawling up out of the ground
now play what you wanted to play
you say what wanted to say
you finally found a way...
all of the stars coming down
how did it feel when you hit the ground?

(...)


hollow. remy zero



again...

pois. a foto que eu tenho na secretária é igual àquela ali.
é, desde que o tio morreu que ela não a tira dali.

três pares de olhos entreolham-se naquela já conhecida cumplicidade. enchem-se. e vagueiam pelo meu quarto. param na fotografia. mãe sai. mas tia fica.

é assim, não podemos fazer nada.

olhos vermelhos aos quais me dirigo. abraço apertado. daqueles que já conhecemos de cor e já sabemos as palavras que os acompanham.

agente chora, mas não vale de nada. e ele já tem campa. esperança, ele já tem campa.

e sai do quarto. onde fico sozinha. sozinha. e olho para a foto. e penso que desde dia 7 de fevereiro ela só saiu dali para dentro dum livro.



little reactions.

as mãos gelam automaticamente. o olhar tem tendência a olhar para o nada durante mais tempo que o normal. as mãos aproximam-se da boca, enquanto a visão fica turva. olhos inundados. o corpo arrepia-se, como se estivesse a reagir a algo que o organismo rejeita. as mãos ficam nervosas nos seus movimentos rápidos e curtos. os pensamentos atropelam-se. mas a decisão mantém-se.



por quanto tempo?



Antes.

Pena. Queria falar contigo. Sentir essa liberdade. Pisar a barreira que nos tem separado. Contar-te das minhas andanças, pensamentos, sonhos, desejos e medos. Como fazíamos antes. Queria ouvir os teus sentimentos, pensamentos, receios. Como fazíamos antes. Sentir o à vontade de outros tempos (não tão passados) para te dizer que sei de coisas que não sabes que sei. E contar-te as minhas. Aquelas que poucos sabem mas muitos suspeitam. Como fazíamos antes. Ouvir as tuas opiniões. Não ligar ao que dizes, discutir contigo, porque discordamos e acabar a rir com a situação. Saber a quantas andas. Fazer ainda um bocadinho parte da tua vida. Na minha ainda há um lugar para ti. Nunca deixou de haver. Fazes-me falta, às vezes. Como fazias antes. Certas conversas, situações. Penso no que dirias. Vontade de partilhar contigo. Mostrar-te um bocadinho da minha felicidade e contar-te como às vezes sou capaz de voar. Admitir como tinhas razão. Como sempre disseste que eu sentia. Como não te ouvi, mas como estavas certo. E dizer-te que eu sempre suspeitei que isso te acabaria por acontecer. Como mesmo naquela altura, ambos lidámos com isso e o que será pensas disso agora. E como será que estás. Mesmo quando dizes que tudo está bem. Espero sempre um bocadinho mais. Espero o dia em que fales mesmo. Que me contes de ti. Como fazíamos antes.



Tuesday, June 27, 2006

You...

there's always something in the way
there's always something getting through
but it's not me
it's you, it's you

sometimes ignorance rings true
but hope is not in what i know
it's not in me...me
it's in you, it's in you

it's all i know
it's all i know
it's all i know

i find peace when i'm confused
i find hope when i'm let down
not in me...me
in you
it's in you


i hope to lose myself for good
i hope to find it in the end
not in me...me
in you
in you
in you

it's all i know
it's all i know
it's all i know

in you
in you
it's in you
it's in you

there's always something in the way
there's always something getting through
but it's not me
it's you
it's you
it's you

it's you...



you. switchfoot




coisa (mesmo) parva (, espero).

Sempre. As conversas contigo trazem-me o aperto da possibilidade. O nó. O pensamento que pode ser comigo. Que não é preciso aquilo pelo qual ambas vamos passar para tal acontecer. Ver-me na situação. Na impotência. Pensar no perder aquele tudo que falaste. Tudo esse pelo qual (ainda) não passei. Sorrir com a possibilidade de ser eu também. E pensar que pensaria o mesmo que tu. Que não permitiria o mesmo que tu. Are we bound out of obligation?(*) As empatias que podem nascer do nada. As dúvidas sobre essas mesmas empatias. Olha como estou agora e percebes o que quero dizer. Nunca se sabe. E é essa a questão. Esse eterno ponto de interrogação.

As eternas dúvidas. Testes, minha cara.

E releio as palavras do Sérgio. Segue o teu coração. Ele tem sempre razão.



i don't wanna think, i wanna feel.
(*) hail, hail. pearl jam.




Monday, June 26, 2006

Timing

Porque tudo sabe melhor quando é partilhado. Quando partilhamos o nosso espaço. O nosso pensamento. As nossas ideias. Quando temos alguém para ouvir, e alguém que nos oiça. Por muito ou pouco tempo. Cedo ou tarde. Saber da presença de pessoas. Mais que pessoas. Colecções de sentimentos, de memórias, de conversas, de (re)descobertas. Gestos simples ampliados por uma lupa ganham um tamanho enorme em nós. Como bolhinhas. Pequenas ou grandes mas que nos vão enchendo a alma. E sentimo-nos (por vezes) prestes a explodir quando finalmente vemos tudo no seu rumo. Quando a aceitação começa a acontecer, mesmo trazendo consigo lágrimas ou apenas nós na garganta. Quando as formas disformes tomam diformas formes. Porque o certo está errado. Porque o certo é ser feliz. E é-se feliz com ampliações minúsculas. Segredos, conversas partilhadas à mesa. Com gelado, em frente à televisão.

Bolhinhas de sabão que rebentam sorrisos em nós. E nos deixam dormir com paz. Paz de alma, de espírito alcançada com horas, minutos onde o hoje se torna amanhã, porque amanhã tudo estará na mesma. Mesmo imprevisível, o conforto de saber que bastam umas quantas mensagens, palavras ou telefonemas para tudo ser como foi ontem. Enchem-me a alma vocês. Todas na minha casa, no meu espaço. Enchem-me de sorrisos.

E tu.

Tu (pre)enches-me a mim. Quando (me) partilho contigo. Tudo. Tudo esse que se torna num pequeno nada comparado com as bolhinhas que tenho em mim que quero que faças tuas. Como duas bolhas que se juntam, que se fundem. Dedos entrelaçados. Como numa noite. Porque I know the drill e gosto da confiança partilhada, em todos os momentos. No valor de fazer o outro feliz. Pensar no teu bem. Em ti.

E vou pensando no tempo. Sentido geral da palavra. No tempo em que pensava sem pensar. Imaginava sem nunca sequer imaginar. Em que queria sem querer.

Acabei por pensar. Imaginei para além da imaginação. Quis o que quero.

A vocês, always welcome. A ti, tu sabes... (segredo, segredo...)



shadows still remain...


Sunday, June 18, 2006

i still remember...

Ainda me lembro da última vez que cá estiveram (os três). No dia depois dos meus anos. No mês em que também tu fizeste anos. Virem elas. Só elas. Faz-me impressão. Talvez por ser a primeira vez. Penso na foto. Tiro-a dali? Não tiro? Ao convite seguiram-se lágrimas. Não as quero. Mas sei que hoje elas vão cair. Tudo é ainda muito pesado para mim. Talvez por ser a primeira vez. Só elas. Dou por nós a comprar coisas a pensar nela, nelas. Convites que não eram feitos dantes. Especial atenção agora.

Aperto no peito.

E empurro-as para dentro. Sinto-as quase a rebentar. A querer sair. Mas empurro-as. Engulo em seco. E respiro fundo. Mesmo com os olhos turvos, empurro-as. O aperto não vai passar assim. Mas espero. Agora não. No final da noite. Sozinha. Em silêncio. Permito-me essa fraqueza. Como ela disse uma vez, sou mais fraca do que aquilo que aparento, mas mais forte do que aquilo que penso.

Aperto no peito.

Respiro fundo, e penso que vai tudo correr bem. Penso na foto.

Na foto, na foto...

Saturday, June 17, 2006

3

criei o pecado e a lógica. desenhei o conto e
aniquilei todas as personagens. substituí a vida
pela morte. parti o espelho.

dormitei no lago. boiavam pedaços de espelhos
partidos. não fui só eu quem os partiu. senti que
existiam mais espelhos e estreitos de escuridão.

cheirei as cinzas. ardia alguém entre as folhagens.
ardia com espelhos. era só mais uma personagem,
um fantoche.

retirei os cenários idílicos e os sons. prefiro fantoches
em silêncio. talhei-lhe os dedos das mãos e dos pés.
despi-os de sentimentos e expressões. remexi ligeiramente
o cérebro. fiz soar um tambor como nos enterros.

cortei-lhe as veias. injectei princípios de vazio. omiti a melancolia
mas mantiva as artérias intactas. parei as horas e os moribundos.
pintei-me. esculpi-me. nem tive tempo de amar...


Ana Filipa [Anokas]

what we are is what we make of ourselves...



Friday, June 16, 2006

Escrever...

23. Escrever. Porque escrevo? Escrevo para criar um espaço habitável da minha necessidade, do que me oprime, do que é difícil e excessivo. Escrevo porque o encantamento e a maravilha são verdade e a sua sedução é mais forte que eu. Escrevo porque o erro, a degradação e a injustiça não devem ter razão. Escrevo para tornar possível a realidade, os lugares, tempos, pessoas que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem. E para evocar e fixar o percurso que realizei, as terras, gentes e tudo o que vivi e que só na escrita eu posso reconhecer, por nela recuperarem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, que é a primeira e a última que nos liga ao mundo. Escrevo para tornar visível o mistério das coisas. Escrevo para ser. Escrevo sem razão.



pensar. vergílio ferreira



Wednesday, June 14, 2006

It feels so good to know... (*)

[black. pearl jam]


Porque fujo de casa a meio da noite para estar contigo (mesmo não aceitando aquele convite...). Porque aquela foi uma das melhores noites que já passei e esta também. Porque me realizas sonhos sem saberes que os realizas. Porque me fazes tua mesmo quando não o sabes. Porque sou tua. Cada vez mais. Porque confio em ti. Fecho os olhos e confio em ti. Sei que tomas conta de mim. Tal como tu sabes que não há nada que possas dizer. Preocupo-me. Preocupamo-nos e tomamos conta um do outro. Porque quando estamos juntos, estamos ali, juntos. Mesmo com água a cair sobre nós, só sei sorrir(-te), ir ao teu encontro e ser tua. E chego a casa e só sei rir feita parva, e pensar em ti. Em ti. Em ti. E no que me fazes sentir. Na maneira como tu tornas tudo tão... incrível. Na maneira como tu deixas pensamentos a vaguear na minha cabeça. Sem palavras. É assim que me deixas. Imagens, imagens. Para onde quer que olhe, não é o que está à minha frente que vejo. Não. Agora vejo claramente duas noites. Contigo.


(e digo-te baixinho ao ouvido aquilo que sabes que sinto por ti. muito)


(*) life in rain. remy zero


[black. pearl jam]



Tuesday, June 13, 2006

Uma estupidez qualquer, por exemplo, sou muito feliz contigo

E puseste os teus braços à minha volta. Agarrei-os, aconchegei-me em ti, aproximando-me. Agarrei-te os braços, puxando-te para mim. Abraçaste-me com força. Festinhas nos teus braços. Começaste a embalar-me. E depois disse qualquer coisa relacionada com o número quatro. Quatro. Quem diz quatro diz cinco. Não fosse a tua pergunta seguinte relacionada com esse número. Não tenhas pressa.

E vou-me aninhando cada vez mais. Cada vez mais me aconchego nos teus braços e mais eles me abraçam. Me recebem. Esticada, encaixo os meus braços no teu pescoço. Puxas-me para ti. E assim ficamos. Braços no teu pescoço. Braços na minha cintura. Sinto o teu cheiro, olhos nos olhos, boca com boca, pele com pele. E sussuras ao meu ouvido aquelas palavras. E fazes com que eu me apaixone por ti cada vez mais.


you feel like home...



Sunday, June 11, 2006

"amor louco e fugitivo"





dura ainda.



E dizer-te uma estupidez qualquer, por exemplo, amo-te. Martín Casariego Córdoba.
[don't kill me tonight. di-rect]




Wednesday, June 07, 2006

Wish

lovers walk along the shore, leaving footprints in the sand.


the windmills of your mind. dusty springfield.

Saturday, June 03, 2006

near.

when i'm on the loss it is you who's shining through and through again. whenever the rain comes down, the sun turns gray. when i needed you, you were always there. when it comes to you really nothing can compare. you feel what i feel, know what i know. even through the darkest night, you see what i see. there's a reason to believe in you and me. i would die if you let me, drowning in sorrow. baby, don't kill me tonight. would you hold on me to, girl? and love me tomorrow. when i'm feeling blue it is you who's reaching out for me again. whenever i need your wings to fly away. you feel what i feel, hear what i hear. even through the darkest night, you'll sleep when i sleep. there's a reason to believe in faith cause heaven sent me you. i would die if you let me, drowning in sorrow. baby, don't kill me tonight. would you hold on to me, girl? and love me tomorrow. love me tomorrow again. so if you need me, i will be near. another thousand miles, i will be there. i will hear you, i will see through. even through the darkness i'll be true. i would die if you let me, drowning in sorrow. baby, don't kill me tonight. and so i wrote you these words down, for you to remember. for you to remember why i love you.


don't kill me tonight. di-rect

What's the difference?

Quando te perguntava, tu dizias sempre ou quase sempre Ela diz que sim... e eu acredito. Quando me perguntam, ou quando isso está em questão eu digo Sim, eu sei que sim. Porquê essa diferença? És tu que és assim? Será ela que é diferente dele na maneira de o mostrar. Bem, isso já concordámos que sim. Mas tu tens mais bagagem que eu, e mesmo assim não mostrar esse "saber". Mas eu sim. Eu não duvido. E chego a afirmar antes de me perguntarem. Não como uma presunção, mas como uma certeza. Uma certeza.

Friday, June 02, 2006

missing you...

Tenho saudades tuas. Muitas. Cada vez mais. De quando passavamos dias inteiros juntos. De quando as nossas noites só acabavam de manhã.

É mesmo assim,


tenho saudades tuas...

Thursday, June 01, 2006

"Se soubesse onde era a tua casa... vinhas mesmo, porque ia ai ter contigo..."

People smile and tell me I'm the lucky one,
And we've just begun,
Think I'm gonna have a son.
He will be like she and me, as free as a dove, conceived in love,
Sun is gonna shine above.

And even though we ain't got money,
I'm so in love with you, honey,
And everything will bring a chain of love.
And in the morning when I rise, you bring a tear of joy to my eyes
And tell me everything is gonna be alright.

Seems like a month ago I was beta chi, never got high,
Oh, I was a sorry guy.
And now a smile, a face, a girl that shares my name,
Now I'm through with the game, this boy will never be the same.

And even though we ain't got money,
I'm so in love with you, honey,
And everything will bring a chain of love.
And in the morning when I rise, you bring a tear of joy to my eyes
And tell me everything is gonna be alright.

Pisces, Virgo rising is a very good sign, strong and kind,
And the little boy is mine.
Now I see a family where there once was none,
Now we've just begun,
Yeah, we're gonna fly to the Sun.

And even though we ain't got money,
I'm so in love with you, honey,
And everything will bring a chain of love.
And in the morning when I rise, you bring a tear of joy to my eyes
And tell me everything os gonna be alright.

Love the girl who holds the world in a paper cup, drink it up,
Love her and she'll bring you luck.
And if you see she helps your mind, buddy, take her home,
Don't you live alone, try to earn what lovers own.

And even though we ain't got money,
I'm so in love with you, honey,
And everything will bring a chain of love.
And in the morning when I rise, you bring a tear of joy to my eyes
And tell me everything is gonna be alright.



Kenny Loggins. Danny's song

Dharma&Greg. série 5. último episódio "The Mamas and the Pppas Part 2".



Sunday, May 28, 2006

Changing lives

O Alexandre ainda lá anda?
Não. Ele parou este ano. 'Tá a trabalhar, mas diz que quer voltar para acabar. Quem 'tá lá é o João.
Sim, eu sei. Vejo-o lá às vezes. O Alexandre via-o no início do ano, depois nunca mais.
(silêncio)
A mim faz-me muita impressão. Se calhar a eles não. Mas a mim faz. Passar e olá, 'tás bom? Epah...
Pois...eu com o João também nunca fui muito próxima...
Mas é diferente...
Eu sei...
Nós fazíamos tudo os três...natação, tudo. E agora... Epah...
(suspiro) Pois... É complicado...


E não te contei o episódio mais recente. E nem sei até que ponto seria bom ou não. E nem vou ser eu a voltar a puxar o assunto. É diferente para ti, sempre soube que te incomodava.

E vais ver que sim! Vais ver que deste ano não passa! Estou confiante!

Eu também seria incapaz. Mas o facto de o teres dito da maneira que disseste, pôs-me a pensar. Não muito. Já tive esta conversa comigo vezes suficientes para aprender a esperar. Mas eu também seria incapaz. Será que aquilo que te disse é mesmo verdade, ou disse porque quero acreditar que seja assim. Não. Acho mesmo que é verdade. Essa confiança posso ter.

E sim, pretendo fugir muitas vezes de casa, porque como tu dizes is so fucking romantic e muito bonito.


P.s. temos que fazer isto mais vezes, gajo...

:)




Saturday, May 27, 2006

In you

Tu apagas o mal e trazes contigo o Bem.

Meu novo refúgio. Tu.

Wednesday, May 24, 2006

(Don't) Keep it real

Em crianças, vamos criando imagens, ideais que queremos para nós. Ideias que nos espera e isto ou aquilo, porque assim foi com a Cinderela, ou com a Branca de Neve, ou a Bela, e até mesmo com a Jasmin. E crescemos a ver essas histórias e queremos fazer parte dessas ilusões. Só um bocadinho, para sentir e saber como é. Contos de fadas. Assim, se chamam. Mas as fadas não existem. Nem esses contos. Nem os ideais em que acreditamos. Crescemos e tomamos noção da realidade. Da vida, tal como ela é. A vida é mais que aquelas fantasias e sonhos que vamos mantendo e reproduzindo constantemente. Crescemos e perdemos aos poucos aquelas velhas fantasias de infância. Somos pessoas adultas agora. Sem tempo para essas patetíces.



Depois, apareceste tu.




Oh, sim vento. A menina sonha. Agora mais que nunca...



Tuesday, May 23, 2006

Certissímo!!

Conversa com ela. Normalmente sempre com ela... O paralelismo que não tem nada a ver. Pequena comparação possível. Mas entendimento. Compreensão. Muito ou pouco, perto ou longe. Quando é uma estupidez qualquer aguenta-se! As raízes muito ou pouco profundas têm sempre tempo para penetrarem mais fundo. Mais estúpido. Cada vez mais. Para dar a segurança. A esperança, como tu escreveste. O "vai tudo correr bem" porque assim acreditamos. E vai mesmo. Nada tememos. Não, pelo contrário, tememos muito, mas as coisas estúpidas dão-nos as pequenas certezas de que precisamos. Manter os pés no chão (por agora). Guardando. Olhares fugitivos, quando assim tem que ser. Sentimentos estúpidos. E é assim que é. E é por isso que acreditamos e sabemos que vai mesmo correr tudo bem.

Certissímo!!!


[run. snow patrol]


i'll be right beside you, dear...




Bugs!!!!!

happy birthday, sis!!!




Para maiores detalhes, dirigir-se aqui.




love you this much |____________________________________________________|
(ok, ok...maybe more... =P)

Sunday, May 21, 2006

Murder me, Harry...

... pack it all together???


NEVER!!!!!!!!





adoro-te :)





aqui. sempre aqui.




Saturday, May 20, 2006

Whispering...

E dizer-te mesmo uma estupidez qualquer. Dito.

Porque me fazes feliz segundo após segundo. Quando me dizes o que quer que seja, quando me olhas seja de que maneira for, quando me tocas de um jeito qualquer. Porque nada realmente importa quando és tu. Desde que sejas tu. És tu que quero. Como gosto de sentir as nossas mãos juntas e como me lembro do treino que combinámos. Como gosto de me aninhar em ti. De sentir a tua pele na minha, o teu olhar no meu. O teu beijo no meu. Como um complemento. Onde acaba um e começa o outro. Assim é como é. E é assim que deve ser. Sentir-te perto mesmo quando estás longe. Saber-te comigo. Pensamentos que se elaboram, teias que se tecem nesta história cada vez mais nossa, mais linda. Desejar-te cada vez mais. Perto ou longe, ter-te. Ser tua. Só tua. Querer esquecer tudo para viver outra vez. Segundo após segundo. Desde a primeira vez. Não essa noite e não aquela. Mas uma certa viagem a um certo sítio da margem sul. Porque gostamos de implicar um com o outro. Porque gostamos de ver o outro rir. E lembro-me da noite, como deixámos o lugar de mãos dadas. E assim, iniciou-se o treino. Comigo a saltar uma janela, contigo a vires para um sítio no meio do nada. Para estarmos juntos. Juntos. Desde aí. Foi aí. Quando não parei de rir, quando me senti mesmo muito feliz. Foi aí que comecei a entender o que isto era. O que poderia vir a ser. O que começa a ser. Foi algures num reino não encantado para o resto do mundo, num pequeno conto de fadas que de irreal nada tem. Foi aí que num abraço apertado se deu o que hoje é. O que hoje somos. Ainda olho para trás e penso no tanto que já foi e no tão pouco que representa comparado com aquilo que quero. A ti. Só a ti. E segundo após segundo o treino mantém-se. Num constante melhoramento. Conhecimento um do outro. A familiaridade do desconhecimento. O à vontade do estranho. O dizer-te o que sinto. O que penso. Sinto-te e penso em ti. O ganhar coragem para partilhar certas coisas. Desejos, dúvidas, medos. Fazem parte de mim, e assim sendo queres que façam parte de ti. E eu deixo-me fazer parte de ti. Olhas-me e não desvio o olhar. Sou como um livro aberto que podes folhear. Conhece cada capítulo. A ti eu deixo. Conhece cada linha da minha vida, se assim o quiseres. Temos tempo. Muito tempo. Tanto tempo. Escrevendo um livro só nosso. Completando bocados de nós. A fantasia dos incrédulos que se torna no nosso segundo após segundo. As impossibilidades, as improbabilidades que se unem em nós. Os sentimentos que vamos sentindo. As vontades, desejos. Nossos, nossos. Quando os dedos se interlaçam e nos olhamos nos olhos. Aí não é preciso dizer coisas estúpidas. Elas já estão expressas na forma como nos olhamos.



Dito. E repetido.




Thursday, May 18, 2006

You

[thousand mile wish. finger eleven]

Saudades dum passado que passou. Ânsia por um futuro que está para vir. Desejo muito ficar neste presente. É assim que me fazes sentir. Tudo. Olho para trás sorrindo pelo (muito pouco) que passámos. Fecho os olhos e penso no que virá. Sorrio. Fico de olhar perdido com o que sinto agora. Sorrio também. Muito. E penso na maneira como me olhas. Tirei os óculos para te olhar nos olhos. Eu sei. Na maneira como te dou a mão enquanto caminhamos. E conforme profiro mentalmente as palavras aperto-te mais a mão. Tu não percebes. Ou percebes, mas não dizes nada.

[one thing. finger eleven]

A maneira como o vento faz voar o meu cabelo que fica preso na tua barba. E como rimos disso. E como te dou a mão mesmo quando conduzes. Não queria largá-la. Não ali. Depois disto e daquilo e de pensar em tanto e em nada. Pensar em ti. Em nós. As cócegas que fazes e eu digo que és chato. E implicamos um com o outro. E acabamos a rir, nos braços um do outro. Foi fazer o caminho para minha casa a rir. Mesmo. Não era a sorrir. Era rir mesmo. Foi chegar ao portão e falar com o cão. Foi sentir ainda as tuas mãos, o teu cheiro, o teu olhar. O teu olhar. E fechar os olhos desenhando mentalmente o teu sorriso. A maneira como me olhas e me sorris.

Comer gelado de madrugada em frente da televisão. This is the story of Hurricane... Foi aquela sensação de família, como se fossemos uma. Partilha de histórias, de opiniões, de conhecimentos. O conhecer-te um bocadinho mais dia após dia. Traços teus. Gestos. Expressões. Manias. Hábitos. Indo aprendendo-te.

[my oh my. david gray]

Histórias que já vou conhecendo, coisas que já consigo identificar. Relações, conclusões.

Hábitos que se criam. Nos primeiros dias ainda dizias Guardas-me os óculos? Agora não. Tiras-os e eu já sei o que fazer. Gestos que se tornam nossos. Olhares. Pequenos (grandes) saberes. À vontades. Vontades. Vontade de ti.


Gosto-te.

E sorrio por assim ser.





Uma estupidez qualquer...

A ser guardada há tantas horas. Demasiadas. Adiada, adiada. Mas quando é mesmo uma estupidez acaba por encontrar o seu caminho. E encontrou.

Sorriso parvo. O meu. O teu.

Tás com um ar de apaixonada.

Olha, pois estou.

Muito mesmo.

Sorriso parvo, estúpido, rídiculo!

É que já não conseguia. Eu olhava para ti e as palavras formavam-se na minha cabeça e eu impedia-me de as dizer. Não agora. Não aqui.


E eu olho para ti e as palavras formam-se.

Sorrio. Muito.




Thursday, May 11, 2006

Some words are better left unsaid

[remy zero. gramarye]


Às vezes sei que se abrisse a boca para dizer o que penso ou o que sinto, estaria a abusar. A pisar num território que não me pertence. A meter-me onde não sou chamada. Limito-me a mim mesma. Detail: sou demasiado transparente para que não seja visível quando alguma coisa me desagrada. Detail: mentalizo-me e repito frases mentalmente, para me ajudar a pôr no meu lugar.

[remy zero. hollow]

Às vezes sei que se abrisse a boca para dizer o que penso ou o que sinto, irias olhar para mim, sorrir muito (como aquele sorriso) e beijar-me-ias. Apenas sei. Mas não. Há coisas que (por agora) ficam melhor guardadas. À espera de certezas.
Medo. Muito medo mesmo. Por mim, mas sobretudo por ti. Promessas que fiz a mim, e (secretamente) por ti. O passo é muito grande. Para mim é. Implica muita coisa (mesmo).
A dúvida reside em mim. Deixo-a estar. Não me (te) faz mal.

Ficamos assim.

Começo não, já pico.

[remy zero. hermes bird]

Tenho alguns segredos. Segredos que sabes que tenho, mas que não tens a certeza como se desvendam. Acho eu. Surpreendes-me mesmo quando não quero.

By the way, tenho um segredo para te contar.... em privado... segredo-te ao ouvido e tu já sabes o que é. Como podias (podes) não saber?


Chiu... segredo, segredo...



it's so easy...



Monday, May 08, 2006

O do nome fateloso de novelas brasileiras...

[don't kill me tonight. di-rect]

Gosto-te.

Penso em tudo. Neste nada que temos vivido. Neste todo que têm sido estas últimas 5 semanas. Penso em ti. E naquilo que és. Penso no tanto que és. Sorriso, sorriso. Palavras, palavras. Gestos, gestos. E agora que foi outra vez, já to disse, e só to vou dizer a ti. Não quero voltar a viver aquilo, a passar por aquilo. Aperto no peito. Queria que aqui estivesses. E sei exactamente o que fazer para te trazer para perto de mim. Mas não o faço. Descansa, descansa. Meu feioso.

Gosto-te.

Sério, sério? A ver vamos. Porque não? penso eu. É cedo. Tão cedo. Temos muito tempo pela fente. Não é por tudo ter começado tão depressa que tem de ser tudo a correr.

É o chegar a casa e ainda sentir o teu cheiro. Ainda te sentir. É começar a sentir aquele conforto, aquela segurança, aquela normalidade estranha que tanto gosto. É quando estamos constantemente a implicar um com um outro. Relação estranha. Mas gosto daquele conforto. Aquele que sinto quando pões a teu braço à volta da minha cintura e eu agarro a tua mão, e ficamos assim. Mas não por muito tempo. Mas é aí. É quando me olhas. É especialmente quando achas que duvido de alguma coisa e me agarras na cara obrigando-me a olhar directamente para ti, e olhas-me nos olhos até acreditares que eu não estou a duvidar.

É quando estamos juntos e falas na paz e calma que o meu rosto transparece. Só quando estou contigo, respondo eu. Caso contrário, mais pessoas o diriam. E o adormecer ao teu lado no comboio, encostada ao teu peito. Coisa que só aconteceu uma vez, mas que a senti tão, tão natural. É tu seres a única pessoa que consegue mesmo impedir-me de comprar livros. Ou até como disse a Tati, finalmente alguém que te mande ir dormir! Não que eu obedeça, claro! Aí já seria esperar demais!


E é basicamente isto: i'm falling even more in love with you.



É isto. Assim. That simple.



[don't kill me tonight. di-rect]



there's a reason to believe in you and me...




Saturday, May 06, 2006

Uma estupidez qualquer, talvez...

[high and dry. radiohead]


Caneca de chá. Sim, parece os posts da Manata =P

Mas mesmo assim, caneca de chá. Tu no pensamento. Sabes, desconfio de ti. Muito mesmo. Desconfio de mim. Desconfio de nós. É demasiado bom. Como nós dissémos, too good to be true. As palavras que dissémos (dizemos), as coisas que fizémos (fazemos)... não bate certo. Não bate certo, porque bate demasiado certo.

[pyramid song. radiohead]

Porque quando as duas mãos se encaixam, elas são só isso. Deixam de fazer todas as coisas que podem fazer e são apenas mãos que se unem. Nada mais. Só sabem estar juntas. Tal comos os dedos, que quando se entrelaçam só sabem brincar uns com os outros, no treino iniciado numa praia. Naquela noite.

[everything in its right place. radiohead]

E quando me abraças. Quando me olhas. Não, quando páras mesmo para me olhar. Quando me páras para me olhares bem. E me interrogas, nem sempre com palavras. Mas com olhares, gestos, expressões tuas que já vou sabendo de cor. E quando penso em ti.

[broken wings. alter bridge]

Quando ainda sinto teu cheiro, o teu toque. Quando durmo com o meu cobertor porque tenho frio e penso que contigo não teria. Quando ainda te sinto. Quando penso se não sinto uma estupidez qualquer... Quando me apetece estar constantemente a saltar da janela e ter-te ali à minha espera. Para irmos para onde quer que seja, para não irmos para lado nenhum. Quando me apetece chorar quando me lembro do que me disseste (dizes). Quando sorriu quando te aproximas e não acho assim muita piada quando te vais.

[in loving memory. alter bridge]

É aí, nessas alturas. É, também, quando adormeço a pensar em ti, é quando pequenos pormenores me lembram de ti. É aí. Nesses momentos que acho que é uma estupidez qualquer.



Talvez, talvez...



Thursday, May 04, 2006

Serious, serious, serious...

[everyday. slade. breakfast on pluto]


A pensar no teu sorriso parvo... E sabes o que é mais assustador? Não ser assustador. Sim, foi mesmo aquilo que eu pensei e disse. É mesmo isso que sinto. E a tua reacção... tenho a tua reacção e o teu sorriso gravados na cabeça. O momento todo. A tua cara gravada. O sorriso que fizeste.

Lágrimas agora que se controlam para não cair. Um sorriso muito parvo mesmo. Culpa tua. Do que me fazes. Lágrimas que caem, porque a alegria não cabe dentro de mim. Não cabe, não cabe. E salta cá para fora, para fora do meu controlo.

None of us is scared, disse eu. Sorriso, sorriso. Suspiro.

Serious, serious, serious e só sabemos sorrir. Perante uma coisa destas, nós só sabemos sorrir.


[everyday. slade. breakfast on pluto]


but i wouldn't think twice...




Tuesday, May 02, 2006

Smiling pathetically


E é assim: imaginem um sorriso tal e durante tanto tempo que os músculos fiquem a doer. Agora, imaginem a cara mais parva. Imaginem os olhos brilhantes, a controlarem lágrimas de muita felicidade e emoção....

Pronto, sou eu...


Adoro-te muito. E é isto.